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Como fã inicial dos Suicide (duo com Martin
Rev/Alan Vega) na década de 70, segui sempre
com a maior atenção a carreira a solo
de Alan Vega, que explora novas sonoridades em evolução
constante e como antecipação em obra-prima
inimitável pelos seguidores, que apenas manipulam
as novas máquinas digitais, sem a componente
mais importante , a riqueza humana e vivência
deste músico originário de Nova York,
que deve figurar ao lado dos maiores inovadores no âmbito
da música rock.
Lança o seu primeiro album a solo em 1980 em
duo com o guitarrista Phil Hawk . onde recria uma sonoridade
que vai da robótica ao rockabilly decadente,
com a sua voz epiléptica cheia de ecos e vibração
febril, que nos põe a dançar involutariamente.
É ainda de referir na sua música a componente
de denúncia da decadência do sistema de
valores americanos que se reflecte também no
seu livro Cripple Nation ( Nação Aleijada),
publicado em 1990 e 100 000 Watts of Fat City (1997)
focado no seu trabalho de escultura com textos de Henry
Rollins
Ainda de referir as colaborações frutuosas
com vários grupos como the Revolutionary Corpse
of Teenage Jesus , Die Haut, Panasonic (VVV), Fleshtones,
The Sisterhood , D Generation, Ric Ocasek, Etant Donnés,The
Gift, etc.
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